VIAJANDO NA HISTÓRIA DOS MEUS DESENHOS ou, NOS DESENHOS DA MINHA HISTÓRIA...

Wednesday, 22 June 2011

Onomatopéias

Nada como um tratamento de choque pra fazer minha inspiração voltar...

Ontem bati a cabeça na mesa quando ía dar comida pra gata, tô com um galo lindíssimo na testa. Só falta cantar. Fiquei meio trilili por alguns segundos mas sobrevivi.
Pensei na hora nessas criancinhas que caem de cabeça e usam a testa como amortecedor... coitadinhas! E ainda por cima escutam um "naaaummm, não foi naaadaaaa..." Santa inocência (e falta de vocabulário trash) que as impede de responder com as devidas palavras!

Até que não doi muito (na hora) mas que atordoa, isso sim! O que é engraçado é a sensação de surpresa, porque é claro, ninguém com todos os parafusos no lugar vai bater a cabeça de propósito e como esse negócio de se machucar é pros outros, nossa, dá um certo espanto! O olho chora sozinho, pisca, pisca e vê umas luzinhas dançarinas e se sobrar alguma faísca de consciência imediatamente depois do choque, tem que se segurar pra não cair. Isso sem falar de todos os sons bizarros que saem da boca sem que a gente perceba em meio a outros mais inteligíveis...

O cara que desenhou as estrelinhas de dor nas histórias em quadrinhos pela primeira vez foi super exato, um verdadeiro guia de referência! Mas como muitas coisas nessa vida, a gente só acredita vendo, e relembrando por que coisa ruim a gente quer esquecer, eu tive uma sessão de flashback muito eficaz.

 Aí, cheguei na cozinha meio tateando e esvaziei meu congeladorzinho pra achar uma daquelas bolsinhas com gel verde dentro que é claro, na hora que a gente precisa somem... quando meus dedos estavam quase  tetanizados, eu achei a danada. Enrolei num papel toalha pra não causar um frostbite facial e subi pro quarto. Meu digníssimo marido, que estava tentando roncar tranqüilo deu uma daquelas respiradas profundas tipo "p.q.p...!!!"  (depois de anos de casada já dá pra captar as ondas sem interferência) e me deu uma olhada com a metade de um olho aberto. Quando ele me viu meu papel avermelhado (incrível o que algumas gotas de sangue fazem com um indivíduo), resolveu perguntar o por que do porque (?). Ainda meio desnorteada, caí num acesso de riso que me impediu de falar e ele, com outra respirada tipo pfff, virou pro outro lado e pediu pra apagar a luz. Acordei com um mal de crânio meio inédito mas dormi como um anjo e ele, tendo perdido o momento "durma agora ou fique acordado muito tempo",... ficou acordado muito tempo, pensando em mim, com certeza!

Onomatopeias, o que seria nossa vida sem elas!!!